Sarcopenia

Causas, Sintomas e Tratamentos da Sarcopenia
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Sarcopenia é um processo degenerativo nos músculos quando uma pessoa perde gradualmente a massa muscular. A sarcopenia não é uma doença. Pelo contrário, é um estado peculiar caracterizado por outras patologias ou alterações no corpo relacionadas à idade.

Os processos iniciais da sarcopenia já podem ser observados após os 30 anos: enquanto a perda muscular ainda é pequena, inferior a 1% ao ano.

Com o aumento da idade, as alterações degenerativas no tecido muscular relacionadas à sarcopenia são mais frequentes, afetando até 14% da população masculina e 13% da população feminina na faixa etária de 65 a 75 anos, e 56% dos homens e 53% das mulheres na faixa etária de 80 anos ou mais.

Quase todos os casos de sarcopenia estão associados a alterações relacionadas ao envelhecimento. É por esse motivo que a sarcopenia é identificada principalmente em idosos.


Causas da sarcopenia:

  • Alterações hormonais (redução dos níveis de hormônios sexuais e hormônio do crescimento, aumento do cortisol, insuficiência de vitamina D);
  • Desnutrição, Deficiência proteica
  • Sedentarismo, imobilidade
  • Processo acelerado de morte celular, função mitocondrial prejudicada, diferenciação de células-tronco do mesênquima em adipócitos;
  • Substituição da musculatura por tecido adiposo;
  • Alterações degenerativas no sistema nervoso, denervação;
  • Desnutrição, Deficiência proteica
  • Sedentarismo, imobilidade
  • Presença de tumores malignos;
  • Infecção por HIV;
  • Insuficiência renal grave;
  • Doença pulmonares crônicas (Bronquite, DPOC)

Sintomas de sarcopenia

O principal sintoma da sarcopenia é a fraqueza muscular. Ela ocorre devido a diminuição gradual, crescente e generalizada da massa muscular, com progressão da fraqueza muscular e que pode levar à redução da funcionalidade dos membros e prejuízo na coordenação motora, com isso, pode ocorrer quedas ou outros acidentes domésticos e também podem surgir dificuldades com o autocuidado, perda de qualidade de vida e aumento da mortalidade.

Identificar a sarcopenia, principalmente no seu estágio inicial, pode ser difícil. Não existe um exame específico para isso na prática clínica e nem sempre é necessário outro exame, além da avaliação clínica e funcional para se identificar a sarcopenia.

Quando indicado, podemos utilizar diferentes técnicas para determinar a força e a funcionalidade dos músculos, e avaliar a quantidade de gordura e massa magra, como: tomografia computadorizada; ressonância magnética e absorciometria bifotónica de raios-x (DXA).


Tratamento da sarcopenia

O principal tratamento da sarcopenia é a atividade física, seja aeróbica (caminhada, hidroginástica, bicicleta, natação) ou de fortalecimento (treino de força, musculação). Os exercícios aeróbicos, além de promoverem o aumento de massa muscular em detrimento da massa gorda, beneficiam o sistema cardiovascular e a capacidade pulmonar. Os treinos de força melhoram significativamente a qualidade dos músculos e também do sistema esquelético, aumentando também a massa óssea e prevenindo a osteoporose. O ideal é a combinação desses dois tipos de exercícios, pelo menos 3 vezes por semana e durante pelo menos 30 minutos. A atividade física é mais eficaz do que qualquer outro tipo de tratamento, como terapia de reposição hormonal, por exemplo.

A segunda maneira igualmente importante de combater a sarcopenia é a dieta que deve ser rica em proteínas e de preferência orientada por um nutricionista ou nutrólogo.

Em alguns casos, pode ser necessária a suplementação de vitaminas ou a terapia hormonal, que deve ser realizada sempre por um médico.

Se você possui essas condições acima ou conhece alguém que tenha, procure um reumatologista o quanto antes.

Dra. Juliana Valim
Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e residência em Clínica Médica na mesma instituição (2008-2009). Residência em Reumatologia pela Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. (2011-2012) Título de Especialista em Reumatologia pela Sociedade Brasileira de Reumatologia. Foi médica assistente da Reumatologia na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo por 6 anos (2013-2019) orientando médicos residentes e especializados em reumatologia. Membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia e atualmente integrante também da Comissão Cientifica de Vasculites (2018-2020).